12 de junho · Mariana Costa

Triagem auditiva neonatal no SUS: o que mudou desde a Portaria 2.776

O teste da orelhinha tornou-se referência nas maternidades brasileiras, mas a continuidade do cuidado após um resultado alterado ainda depende da articulação entre estados e municípios. Esta reportagem percorre três hospitais públicos e conversa com coordenadores de vigilância auditiva sobre gargalos de encaminhamento.

Entre os pontos levantados estão a escassez de audiologistas em regiões do interior, a demora para confirmação diagnóstica e a falta de padronização nos registros enviados ao Sistema de Informação em Saúde.

Ler reportagem

Publicações recentes

Em preparação · Mariana Costa

Distúrbios de voz em professores da rede pública: o que dizem os dados do INSS

Texto em revisão editorial sobre afastamentos por disfonia em docentes estaduais e municipais.

Em preparação · Felipe Andrade

TEA e comunicação alternativa: experiências em centros de reabilitação do SUS

Reportagem sobre práticas de CAA em serviços de referência no Sul e Centro-Oeste.

Em preparação · Lucia Mendes

Audiometria ocupacional e saúde do trabalhador na construção civil

Análise de programas de conservação auditiva vinculados a unidades básicas de saúde.

Em preparação

Dez anos do Programa Nacional de Triagem Neonatal: balanço preliminar

Síntese de indicadores regionais e entrevistas com gestores estaduais de saúde auditiva.

Ver todos os artigos

Por que cobrir fonoaudiologia na saúde pública?

A comunicação humana atravessa cada etapa da vida — do primeiro choro ao cuidado com a voz no trabalho. No Brasil, milhões de pessoas dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde para diagnóstico e reabilitação de distúrbios da fala, da linguagem e da audição. Ainda assim, pautas fonoaudiológicas raramente aparecem com a profundidade que merecem na cobertura de saúde pública.

A Voz Pública nasceu para preencher esse espaço. Nossa redação acompanha políticas como o Programa Nacional de Triagem Neonatal, a incorporação de tecnologias assistivas e a expansão da fonoaudiologia na atenção básica. Não oferecemos orientação clínica individualizada: publicamos reportagens, entrevistas e análises que ajudam gestores, profissionais e famílias a compreender como o sistema funciona na prática.

Priorizamos fontes verificáveis — portarias, dados abertos do Ministério da Saúde, relatos de usuários e experiências de equipes multiprofissionais. Quando identificamos erros, corrigimos com transparência, conforme nossa política editorial. Acreditamos que informação de qualidade sobre fala e audição é parte do direito à saúde no país.

Nesta edição de junho, destacamos a triagem auditiva neonatal e o papel da fonoaudiologia nas unidades básicas — temas que dialogam com a reforma da atenção primária e com as metas de redução da surdez prevenível no Brasil.